Durante 22 anos da minha vida, morei com meus pais, na casa que eles construíram meses antes do meu nascimento. Cresci naquela casa, tenho uma história para cada canto da casa, conhecia cada pedaço até mesmo no escuro. Ano passado, isso tudo mudou. E esse ano mudou ainda mais. Depois de noivar, acabei me mudando para a casa do pai do Lê porque foi esse o caminho que as coisas tomaram. Morando junto com o Lê, dormindo todos os dias juntos, acordando juntos e tendo toda uma rotina de casal, eu achava que já sabia o que era morar a dois. Que nada!

Depois de alguns meses pensando e programando, em Janeiro deste ano, eu e o Lê decidimos nos mudar de vez. Viver a dois mesmo. E foi aí que eu percebi que não fazia ideia de como realmente era viver em casal. Fizemos a nossa mudança, nossos amigos e nossa família ajudaram a levar os eletrodomésticos e os objetos mais pesados da casa, o restante conseguimos colocar em malas e caixas e nós mesmos que arrumamos tudo. Eu achava que mudança era um bicho de sete cabeças. Mas não é. Talvez seja um bicho de duas cabeças só. É engraçado porque nos primeiros dias, a casa toda tinha caixas e mais caixas e todos os dias, depois do trabalho, ainda tínhamos muitas coisas para arrumar. Conseguimos. Uma semana depois e não tinha mais bagunça. E foi aí, que eu pude deitar na cama e processar tudo que estava vivendo.

Ilustração: Indiretas do Bem

Aos 23 anos, eu vivi a minha primeira mudança de casa. E vocês podem até falar que é uma besteira, mas foi um momento muito especial pra mim. Saí da casa dos meus pais, saímos da casa do meu sogro e finalmente começamos a viver à sós. Daqui dois dias completa um mês que estamos no apartamento e ainda estou aprendendo a lidar com as novas contas para pagar, com as idas ao supermercado que valem quase um rim, com a garagem apertada e cheia de carros, com o alarme que dispara todas as noites… Parece ruim? Pois não é! As coisas ruins tem sido quase nada perto da alegria que eu tenho sentido.

É muito incrível viver mais uma fase da minha vida ao lado da pessoa que eu escolhi (e que também me escolheu). Juntos temos conseguido enfrentar todas as dificuldades (que no momento é como instalar a cortina sem furar a parede), ahahah. Viver a dois é uma delícia! Eu amo poder compartilhar a minha vida com ele e sinto que foi um aprendizado imenso pro nosso relacionamento. Eu amo os recadinhos na lista do supermercado, amo sentar na

Ilustração: Indiretas do Bem

O Lê já tinha morado sozinho, mas pra mim, isso era novidade. A mudança veio antes do que a gente estava planejando, mas foi ótimo pra iniciar o ano novo. 2016 foi um ano bem intenso pra mim. Foi um ano de uma mudança interna sabe? Amadureci, aprendi muitas coisas e hoje me sinto ainda mais preparada para encarar as próximas mudanças que a vida me trouxer e de peito aberto pra receber as novidades. Mudar é muito bom. Te renova, te coloca no lugar que você realmente queria estar e é recompensador poder aproveitar tudo isso que você sonhou.

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